Uma delegação de 56 japoneses visitou, nesta terça-feira (01), empreendimentos agrícolas e de infraestrutura no município de Porto Nacional, região central de Tocantins. A excursão fez parte do “Diálogo Brasil-Japão – Intercâmbio Econômico e Comercial em Agricultura e Alimentos”, realizado em Palmas, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A ministra Kátia Abreu acompanhou toda a viagem. O consultor em produtos agrícolas e mercados Toru Yokota, que trabalha para uma agência governamental do Japão, se surpreendeu. “Eu só conhecia a agropecuária de Mato Grosso. Estou impressionado com a força agrícola do Matopiba.”

Os japoneses conheceram uma fábrica de processamento de soja e produção de biodiesel. A Granol Indústria, Comércio e Exportação esmaga 2 mil toneladas de soja por dia. Cerca de 80% viram farelo e 20% se transformam em biodiesel. A empresa é uma das maiores do setor no país. Além de Porto Nacional, tem unidades em Anápolis (GO), Bebedouro (SP), Osvaldo Cruz (SP) e Cachoeiro do Sul (RS).

A viagem terminou no Pátio Multimodal da Ferrovia Norte-Sul, que vai cortar o país de Açailândia (MA) até Estrela do Oeste (SP). O trecho entre Açailândia e Porto Nacional, de 722 Km, está em operação há quase de quatro anos. O pátio multimodal em Porto Nacional possui dois terminais de grãos e farelo, além de três terminais de combustíveis – todos da iniciativa privada. O investimento foi de R$ 750 milhões.

“Porto Nacional é a cidade que mais cresce na região. Precisamos criar oportunidades para trazer os empresários para cá. Estou muito entusiasmada, porque a agricultura não tem crise. É o único setor que está empregando no país”, comentou Kátia Abreu.

Açaí e fruticultura

Os japoneses também experimentaram o suco de açaí – um dos produtos cultivados no Perímetro Irrigado São João. Trata-se de um projeto de irrigação do governo federal, implantado em 2004. A área de 5.100 hectares foi desapropriada e colocada à venda por licitação para pequenos, médios e grandes produtores. A ministra falou sobre o açaí. “Ele é um alimento funcional, um antioxidante que previne o envelhecimento. É dos produtos nativos do Brasil que nós pretendemos incrementar a exportação”, disse. Em Porto Nacional, o açaí foi plantado em consórcio com culturas de ciclo mais rápido, como a pimenta e a mandioca.

O projeto São João é sobretudo de fruticultura. Além de açaí, cultiva manga, banana, mamão, coco. Kátia Abreu distribuiu aos japoneses rodelas de abacaxi pérola – variedade que se destaca pelo alto teor de açúcar. A comitiva conheceu uma pequena propriedade do projeto, de 25 hectares, que cultiva banana. O consultor em produtos agrícolas e mercados Toru Yokota, que trabalha para uma agência governamental do Japão, se surpreendeu. “Eu só conhecia a agropecuária de Mato Grosso. Estou impressionado com a força agrícola do Matopiba.”


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