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A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE) finalizou, na última semana, a consulta pública para validar o plano de ação da Plataforma Mineira de Bioquerosene para os anos de 2015 e 2016. O projeto, que tem como objetivo consolidar a cadeia produtiva para produção de bioquerosene de aviação em Minas Gerais, envolve órgãos públicos estaduais, universidades, centros de pesquisa e empresas privadas nacionais e estrangeiras. O foco é o combustível renovável e outros produtos gerados a partir da exploração sustentável da palmeira nativa da macaúba.

A consulta teve início no dia 29 de abril, após a realização, pela SEDE, do Workshop de Alinhamento da Plataforma Mineira de Bioqueresene. As principais propostas recebidas pelo Governo do Estado e discutidas pelo grupo de trabalho da plataforma são nas áreas de meio ambiente, da cadeia produtiva da macaúba, pesquisa e desenvolvimento, linhas de financiamento e tecnologia da informação. De acordo com o diretor de capacitação e estudos especiais da Subsecretaria de Investimentos Estratégicos da SEDE, Carlos Malta, o próximo passo será colocar em prática o que foi sugerido. “Daremos prioridade às ações que envolvam o desenvolvimento sustentável e a chamada ‘economia verde’”, afirma.

Uma das propostas recebidas pela SEDE trata da realização de estudos sobre a viabilidade técnica, econômica, financeira e ambiental da cadeia integrada para produção de bioquerosene para aviação e produtos renováveis. Outra é o mapeamento dos maciços naturais de macaúbas em Minas Gerais, para definição sobre quais áreas são as mais adequadas para o extrativismo. A prospecção de parceiros para o financiamento da cadeia produtiva e a capacitação técnica de agricultores para o manejo do extrativismo da macaúba também foram temas de destaque registrados nesta consulta pública.

Clique aqui e veja o documento final da consulta pública.

Meio ambiente

Na área ambiental, a Plataforma apresenta um diferencial em relação à produção de outros combustíveis. A macaúba pode ser explorada tanto pela agroindústria, como também de forma extrativista, sendo introduzida em áreas de proteção permanente, reservas legais e em matas ciliares. A macaúba pode ser ainda cultivada em áreas de bacias hídricas degradadas, contribuindo para recomposição e recuperação do meio ambiente. Na produção extrativista há também o benefício social, com a geração de emprego e renda nas regiões onde for realizada essa exploração de maneira sustentável.

Com esta ação, além de estruturar e incentivar o crescimento da cadeia produtiva do bioquerosene, o governo do Estado pretende transformar Minas Gerais, nos próximos anos, no maior centro brasileiro de pesquisa em biomassas.

Recentemente, o governo mineiro assinou Memorando de Entendimento com a empresa Nanum Nanotecnologia S.A. para a construção de um complexo industrial e a instalação da primeira biorrefinaria no estado.

Clique aqui e veja os detalhes.

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