Nesta terça-feira (14), o presidente da Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene), Odacir Klein, esteve reunido com o vice-presidente da República, Michel Temer, para pedir apoio para a aprovação do novo Marco Regulatório do biodiesel que prevê o aumento da mistura obrigatória de B5 (5% de biodiesel ao óleo diesel) para B7 e que, conforme citou o Ministério de Minas e Energia (MME) no ano passado, está com os estudos técnicos concluídos.

O presidente da Ubrabio argumentou que com a mistura estagnada em 5%, a indústria brasileira produtora de biodiesel está com a capacidade ociosa em 60% e, enquanto isso, a Petrobras opera com suas refinarias no limite. Além disso, nos últimos leilões de biodiesel da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o combustível alcançou valores próximos ou até mesmo inferiores ao do diesel fóssil, o que resultaria no aumento da mistura sem impacto na inflação.

“O aumento da produção de biodiesel representa agregação de valor com impactos positivos no PIB. Os reflexos ambientais e de saúde pública com o uso do combustível renovável são incontestáveis, assim como a inclusão produtiva da agricultura familiar no fornecimento de matérias-primas será ampliada, assim como a geração de emprego renda e oferta interna de farelo”, afirmou Odacir Klein.

Com o aumento da mistura, o Brasil deixaria de importar 1,2 bilhão de litros de óleo diesel e economizaria cerca de US$ 1 bilhão.

Estes aspectos podem ser potencializados com a aprovação do novo marco e, com o apoio de Temer, poderá ter um avanço a partir de maio, depois dos leilões programados pela ANP para os meses de março e abril.


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