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O Basic – grupo formado pelo Brasil, a África do Sul, China e Índia – pode anunciar hoje (16) uma proposta com compromissos e metas para reduzir os efeitos das mudanças climáticas no mundo. Negociadores passaram o domingo (15) reunidos em Foz do Iguaçu, no Paraná. Eles discutiram um texto que será ajustado pelos ministros dos países do bloco e apresentado durante a 19ª Conferência das Partes de Mudanças Climáticas (COP 19), prevista para ocorrer entre 11 e 22 de novembro, em Varsóvia, na Polônia.

Técnicos e especialistas dos quatro países tentaram, a portas fechadas, harmonizar posições sobre pontos polêmicos, como metas de redução de emissões de gases de efeito estufa e critérios considerados prioritários para um acordo global sobre o tema, que incluiria compromissos de todas as nações.

Antes da divulgação do documento final, a ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, deve ajustar os últimos detalhes da proposta com os chefes de delegação da África do Sul, Edna Molewa, da China, Xie Zhenhua, e da Índia, V. Rajagopalan.

A expectativa das autoridades do bloco é que em 2015 as economias do mundo consigam concluir um acordo “vinculante” em que teriam que afinar políticas nacionais sobre o tema, como medidas de estímulo para que o setor produtivo busque alternativas menos poluentes em suas atividades às metas e obrigações globais estipuladas para todas as nações.

Representantes do governo brasileiro acreditam que o Basic, criado em 2007, tem contribuído para o entendimento no regime de mudança do clima e na definição de resposta ao aquecimento global. Um dos principais debates no bloco, assim como entre outros países, esbarra no financiamento de ações para a redução das emissões de gases nocivos e ajuda aos países mais pobres que sofrem diretamente os efeitos de inundações ou secas extremas.

O Brasil deve manter o combate ao desmatamento como exemplo para estimular ações em favor das florestas.