Diversas pesquisas em todo o mundo buscam descobrir outros usos para o fumo. Um destes experimentos é a produção de tabaco energético para a produção de biocombustíveis. Trata-se de uma variedade especial com alta produção de sementes, que é a parte da planta de onde é extraído o óleo que vira biocombustível. Com produção em teste há mais de um ano em Rincão Del Rey, Rio Pardo/RS, a planta vem se mostrando bem adaptada ao clima do Rio Grande do Sul.

Esta é uma das novidades apresentadas na Expoagro Afubra 2013, com uma lavoura demonstrativa para que os visitantes possam conhecer a variedade, obter informações e tirar dúvidas com os pesquisadores das empresas SunChem South Brasil e M&V Participações, presentes na feira. Conforme Sérgio Detoie Cardoso Martin, sócio executivo da M&V Participações, a lavoura de 12 hectares que vem sendo cultivada na propriedade de Nelson Tatsch, em Rio Pardo, está revelando que as expectativas são positivas.

A planta, que já teve experimentos na Itália com bons resultados, continuará sendo alvo da pesquisa em Rincão Del Rey, para corrigir os problemas de cultivo e aprimorar a produção. “A safra de 2013/2014 foi de consolidação da tecnologia no Brasil. E a safra 2014/2015 será para expansão do processo, com mais lavouras em diversas regiões do país”, explicou Martin. Possivelmente serão implantadas mais lavouras na região do Vale do Rio Pardo.

A expectativa é que o novo uso do tabaco possa trazer vantagens para a agricultura familiar. A planta é considerada uma alternativa de diversificação e utiliza a tradição agrícola das regiões produtoras, com a vantagem da possibilidade de mecanização do manejo. Além da pesquisa em Rio Pardo, existe mais uma lavoura experimental em Minas Gerais, e testes para o uso da torta, que é a sobra das sementes depois da extração do óleo, na alimentação animal. Na Itália, a torta vem sendo usada como ração de aves e suínos. Uma empresa de Camaquã/RS já comprovou que no Brasil o produto está apto à mesma aplicação.

Vantagens:

– Conveniência – Os métodos de plantio já fazem parte da tradição agrícola de várias regiões do Rio Grande do Sul.

– Solução – É alternativa para o processo de diversificação rural.

– Sustentabilidade – A planta é 100% aproveitável, fornecendo biodiesel, ração animal e biomassa.


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