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Projeto criado por pesquisadores da UFRJ vai verificar emissões de gases causadores do efeito estufa, exemplo que pode ser seguido por outras cidades.

A natureza paga o preço pelo desenvolvimento do Brasil. As atividades econômicas geram gases que se acumulam na atmosfera, provocam o aquecimento global e aceleram as mudanças climáticas. Diminuir os impactos do efeito estufa é um desafio, e a cidade do Rio de Janeiro acaba de criar uma maneira de acompanhar mais atentamente a influência do homem sobre o meio ambiente: o Programa de Baixo Carbono, parceira da Prefeitura carioca com o Banco Mundial e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A iniciativa usa um sistema próprio para avaliar o desempenho de políticas criadas para reduzir as emissões. No segundo semestre deste ano, será divulgado o primeiro relatório. Lançado no ano passado, o projeto deve servir de exemplo para outros estados.

A partir do inventário elaborado pela equipe de pesquisadores do Programa de Baixo Carbono, que mapeou as emissões dos gases do efeito estufa (dióxido de carbono, metano e óxido nitroso) no Rio de Janeiro, foi criada a Política Municipal sobre Mudança do Clima e Desenvolvimento Sustentável, em que ficam estabelecidas metas para até 2020. “Isso considerando que estamos em um país em desenvolvimento, ainda na fase de aumentar as emissões devido, por exemplo, à urbanização e ao crescente número de carros. O que as medidas podem fazer é diminuir essa taxa de poluição”, pontua Emilio La Rovere, coordenador do Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente (Lima) do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ).