O presidente executivo da EDP, António Mexia, destacou hoje que Portugal “poupou 6,3 mil milhões de euros” na importação de combustíveis fósseis, entre 2005 e 2012, através da capacidade instalada de energias renováveis, essencialmente água e vento.

Trata-se de “um número muito interessante”, o facto de, nesse período, “aquilo que é a capacidade renovável instalada em Portugal, essencialmente água e vento”, ter permitido ao país poupar “6,3 mil milhões de euros”.

“Tem que ser dito devagar porque é muito dinheiro”, afirmou, argumentando tratar-se de “criação pura de riqueza com substituição de
importações, que é uma questão decisiva para o crescimento” nacional. Aludindo ao regresso de Portugal aos mercados de dívida, concretizado hoje e que considerou “um excelente sinal”, Mexia referiu que a questão “determinante” que se coloca “é a capacidade de crescimento” do país.

“É a capacidade, no fundo, de produzirmos mais e de evitar o que se passou durante décadas, que é consumirmos mais do que produzimos”,
porque “isso é que cria défice”, continuou.

O presidente executivo da EDP falava aos jornalistas após a inauguração da segunda central hidroelétrica do Alqueva (Alqueva II), resultante de um investimento de 190 milhões de euros.


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