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O diretor da Oleoplan – Óleos Vegetais Planalto -, Domingos Costella, esteve em Ponta Grossa, nesta quinta-feira (25), para oficializar o início das obras. Em reunião com o secretário Municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, João Luiz Kovaleski, o diretor afirmou que toda parte de documentação já está autorizada e que o terreno já está ganhando terraplanagem. “Começamos as obras de terraplanagem agora e a usina deve estar produzindo em 2014”, revela Costella.

A segunda maior produtora de biodiesel do país recebeu da Prefeitura de Ponta Grossa um terreno de quase 200.000 metros quadrados, localizado no Distrito Industrial, para a instalação de sua terceira unidade. Com um investimento de aproximadamente R$ 50 milhões, a Oleoplan está construindo uma usina de 30 mil metros quadrados. “É um investimento de respeito e com forte impacto na nossa economia”, anota o secretário Kovaleski.

Quando estiver pronta, a unidade de Ponta Grossa vai produzir de 600.000 a um 1.000.000 de litros por dia, conforme projeção do diretor. Segundo Costella, a indústria vai gerar 100 empregos diretos, contemplando vagas para engenheiros mecânicos, elétricos, de automação industrial e químicos, além de biólogos. Nesse contexto, Kovaleski ressalta que a cidade é farta em mão-de-obra e que, juntas, as Universidades Estadual e Federal Tecnológica possuem cerca de 12 cursos de diferentes engenharias. “Um dos grandes diferenciais de Ponta Grossa é a qualificação da mão-de-obra”, afirma o secretário.

O diretor explica que a vinda da Oleoplan para Ponta Grossa beneficia também os produtores familiares já que 30% da captação de matéria prima tem, obrigatoriamente, que vir de pequenos produtores locais. “Em nossa sede, no Rio Grande do Sul, 25 mil famílias de pequenas propriedades, que têm no máximo 50 hectares, fornecem matéria prima para a usina, gerando renda e incentivo aos pequenos produtores. É o desenvolvimento de novas tecnologias gerando emprego e renda no campo”, ressalta. Para o secretário Kovaleski, além do grande valor agregado e da geração de impostos, a entrada e operação da usina vai abrir uma nova oportunidade de comercialização para os produtores locais de soja. “Além da exportação, que envolve uma série de procedimentos e de uma logística própria, os produtores de soja terão então uma alternativa”, diz Kovaleski.