Se a causa da substituição do óleo diesel pelo biodiesel andava meio esquecida pelos ambientalistas brasileiros, ganhou agora um reforço importante: a adesão da atriz norte-americana Daryl Hannah ao biocombustível. A inesquecível sereia de Hollywood vem ao Brasil mês que vem para divulgar a ONG Sustainable Biodiesel Alliance, criada por ela, que defende a troca do petróleo por combustíveis vegetais. A musa do biodiesel certamente deve reacender o debate sobre a importância dos combustíveis alternativos no esforço pela redução das emissões de carbono.

O Brasil tem um dos mais avançados programas de uso do biodiesel do mundo. Mas anda devagar. Os produtores garantem que o B5 (diesel com 5% de biodiesel na composição) já poderia há muito ter evoluído para B10 – ou mais. Em tese, o uso de até 50% de biodiesel na mistura não exige adaptações de motores e outros gastos. E poderia aquecer ainda mais o mercado interno de soja. Grão que, apesar de fornecer menos óleo do que outras oleaginosas, como o girassol, acabou se impondo como a principal matéria-prima. Vamos ver se o pessoal se empolga com a loura Hannah e o biodiesel brasileiro deslancha.

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