O biólogo Eurípedes Silveira Júnior estuda, há um ano, as propriedades do amendoim, especificamente a variedade conhecida como cavalo, como projeto de mestrado e apresenta resultados importantes. De acordo com a pesquisa, a semente pode ser utilizada como combustível, uma vez que apresenta 30% a mais de oleosidade que a soja, matéria-prima mais utilizada atualmente para esse fim.

“Potencial e produção do biodiesel, ele é mais viável porque tem maior rendimento de óleo. Então você precisaria de menor quantidade de matéria-prima para maior quantidade de óleo”, disse o biólogo.

Os resultados animadores no laboratório precisam ser experimentados no campo. É preciso saber se a semente se adapta bem ao clima e solo de Mato Grosso do Sul. Contudo, o mais importante é saber se os produtores rurais apostariam na ideia.

“É você ter uma competitividade maior até em termos de preço do mercado”, disse César Abicair, gerente de uma indústria de biodiesel.

Estima-se que todos os dias sejam produzidos 300 m³ de biocombustível. E as empresas já se preparam para expandir. A meta é chegar a 600 m³ diariamente até o final do ano que vem.

O biodiesel produzido no estado equivale a apenas 1,5% da produção nacional. De acordo com pesquisador da Fundação MS Renato Roscoe as novas alternativas podem trazer crescimento. “O que falta é a estruturação das novas cadeias. Infelizmente nós ainda não temos a estruturação dessas cadeias bem estabelecidas, ou seja, quem vai produzir, onde vai armazenar, quem vai processar, até que você obtenha o óleo”, afirma.

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