Estudo aponta fuligem de usinas de carvão, gases de escapamentos de veículos e fumaça de fábricas como principais vilões da má qualidade do ar. Após a análise de dados de 1.100 cidades, de 91 países, com mais de 100 mil habitantes, a Organização Mundial de Saúde (OMS) concluiu que, por ano, a poluição é responsável pela morte de, pelo menos, dois milhões de pessoas.
Fuligem gerada por usinas de carvão, gases de escapamentos de veículos que utilizam combustíveis fósseis ao invés de combustível renovável como etanol ou biodiesel, além da fumaça das fábricas, estão entre os principais agentes causadores da má qualidade do ar nas cidades, provocando, principalmente, problemas cardíacos e respiratórios.
Maria Neira, diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, defende o monitoramento da qualidade do ar por autoridades de cada país. “A poluição atmosférica é um grave problema de saúde ambiental. É vital que aumentemos os esforços para reduzir o impacto na saúde que a poluição atmosférica cria”, disse.
De acordo com informações da OMS, em 2008, cerca de 1,34 milhão de pessoas morreram prematuramente por causa dos efeitos da poluição sobre a saúde. Segundo especialistas, além das políticas de monitoramento e prevenção, a utilização de energias renováveis, como automóveis movidos a etanol de cana-de-açúcar, frotas de ônibus urbanos que utilizam a mistura B100 (100% de biodiesel), poderiam contribuir fortemente para reduzir a poluição nos centros urbanos.
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