São principalmente a lenha e a madeira usadas na cocção e no aquecimento em países onde a energia ainda não é produzida e distribuída de forma organizada. Essa é também a principal fonte de desmatamento nos países em desenvolvimento e menos desenvolvidos. Os 20% que são comerciais são consumidos na forma de eletricidade, que representa 1,5 exajoule; geração de calor, 4 exajoules; e biocombustíveis, que representam 2 exajoules. Portanto, em nível global, os biocombustíveis ainda representam somente 0,4% da oferta primária de energia.
Não por outro motivo, a área agrícola ocupada pelos biocombustíveis no mundo é ainda pequena. O planeta possui 13,2 bilhões de hectares de terras, dos quais 1,53 bilhão é cultivado com todas as culturas. Pastagens, que produzem carnes, leite e lã ocupam outros 3,2 bilhões de hectares. No mundo, os biocombustíveis ocupam apenas 0,025 bilhão, ou 25 milhões de hectares; no Brasil, a cana destinada ao etanol ocupa apenas 4,7 milhões de hectares.
Embora o Brasil tenha perdido em 2007, para os Estados Unidos, a primazia de maior produtor de etanol do mundo, é o país que desponta como o que mais avançou em termos relativos.
O Brasil demonstrou que a produção de biocombustíveis é viável quando realizada a partir da cana. Em 2010, os Estados Unidos produziram 50,1 bilhões de litros de etanol, mas, considerando o etanol usado apenas como combustível, conseguiram substituir apenas 8% do seu consumo de gasolina. A meta é atingir 136 bilhões de litros até 2022.
Embora a atual safra brasileira esteja sendo muito afetada por clima absolutamente anormal, um esforço grande está sendo realizado na reforma e na expansão dos canaviais. O objetivo é atender à demanda crescente de etanol no Brasil e nos Estados Unidos, especialmente porque a partir de 2012 o mercado dos EUA será totalmente liberado, com a eliminação do subsídio federal e do Imposto de Importação, abrindo perspectivas promissoras de expansão do comércio bilateral relacionado ao etanol.

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