Irineu Guarnier Filho
À primeira vista, o título Primeiro Fórum Interativo do Biodiesel Alimentos, Inclusão Social e Pobreza, realizado ontem na Casa RBS pela União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio), Klein&Associados e Canal Rural parece conter um paradoxo. Afinal, não se diz que a produção de óleo vegetal para ser adicionada ao diesel rouba espaço da produção de alimentos?
Os debatedores do evento mostraram que a realidade é bem diferente. O presidente executivo da Ubrabio, Odacir Klein, lembrou que a crescente utilização do óleo de soja para elaboração de Biodiesel fez crescer a oferta de farelo de soja, usado em rações animais. Ou seja, a maior oferta de biocombustíveis aumentou também a oferta de proteína animal.
– O avicultor paga menos pelo farelo, por causa do Biodiesel, e nós respiramos melhor – resumiu Klein.
Claro que muito ainda precisa ser feito pelo governo, principalmente estimular a produção de óleos vegetais alternativos, como os de palma e de mamona. Mas o setor garante que está preparado para aumentar dos atuais 5% para 10% a participação doBiodiesel na composição do diesel que movimenta caminhões e máquinas agrícolas.
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