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Os antioxidantes naturais são mais eficazes na conservação do Biodiesel. A afirmação é resultado de uma pesquisa desenvolvida pelo Departamento de Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com o objetivo de estudar a eficácia dos diferentes tipos de antioxidantes, foram analisados três compostos: o BHT (substância sintética), o piche e o siringol (ambos naturais, derivados do alcatrão de eucalyptus).
A estabilidade à oxidação é um importante parâmetro de qualidade a ser observado no Biodiesel. No momento da estocagem, o biocombustível pode ficar exposto a altas temperaturas e em contato com o ar, o que potencializa as reações dos radicais livres, aumentando sua oxidação a ponto de torná-lo impróprio ao uso. Para evitar esse quadro são utilizados os antioxidantes que podem ser sintéticos ou naturais.
Os resultados da pesquisa apontam para maior eficiência do piche e do BHT. Este último apresentou leve superioridade quando comparado ao piche. Para proteger uma mesma quantidade de biocombustível, a proporção utilizada é de 750 partes por milhão de BHT para 1000 ppm de piche.
No entanto, a pesquisadora defende o uso do piche. Segundo ela, a pequena diferença entre o BHT e essa substância pode ser compensada pelo aumento de concentração desta última. O uso de maior quantidade de piche se justifica porque é obtido por meio de fonte renovável e, por se tratar de um resíduo, tende a apresentar menor valor que a substância sintética. Além disso, sua utilização apresenta menor impacto ambiental. Utilizar o piche funciona com uma forma de reciclagem.
Para a pesquisa foram utilizadas amostras de Biodiesel de soja.
Assessoria de Comunicação Social
União Brasileira do Biodiesel – Ubrabio
Fonte: UFMG