A Ubrabio defende o avanço da mistura obrigatória de biodiesel para B16 como uma medida compatível com o momento vivido pelo mundo e com os interesses do Brasil.
O cenário internacional, marcado pelo aumento da instabilidade geopolítica e pressão sobre os preços do petróleo e de seus derivados, evidencia a importância da segurança energética para o país. Ainda convivemos com a dependência do diesel importado (25%), o que amplia a exposição a oscilações externas de preço, câmbio e logística.
O setor brasileiro de biodiesel dispõe de capacidade produtiva, experiência acumulada, supersafra e condições operacionais para sustentar esse avanço com regularidade e qualidade.
A adoção do aumento da mistura contribui para reduzir a necessidade de importação de diesel fóssil, fortalecer a produção nacional, ampliar a previsibilidade para toda a cadeia e gerar efeitos positivos para a economia brasileira. Trata-se da continuidade de uma política pública consolidada e de uma solução energética madura, capaz de trazer ganhos concretos ao abastecimento e de reforçar a resiliência do país em um cenário internacional marcado por maior volatividade.
A entidade compreende que o avanço para o B16 deve ser conduzido com segurança jurídica e previsibilidade, de modo a preservar a confiança do mercado e assegurar a qualidade do combustível entregue ao consumidor. Trata-se de uma medida necessária, amparada pela Lei do Combustível do Futuro e alinhada à expansão da matriz energética brasileira.
A Ubrabio coloca-se à disposição para contribuir com a continuidade das iniciativas conduzidas pelo Governo Federal, que tem afirmado, com clareza e responsabilidade, a centralidade dos biocombustíveis na estratégia nacional de transição energética, segurança do abastecimento e desenvolvimento produtivo. Em consonância com o Mapa do Caminho, essa diretriz organiza a substituição gradual dos combustíveis fósseis por fontes renováveis e consolida uma trajetória consistente para o futuro energético do Brasil.
Mais do que um ajuste regulatório, o aumento da mistura reduz vulnerabilidades externas, fortalece a produção nacional e confere solidez à transição energética brasileira.