Frentes parlamentares lançam articulação que une biodiesel, etanol, economia verde e agro para acompanhar a regulamentação do Combustível do Futuro e levar contribuições ao Mapa do Caminho da transição energética.
Brasília recebeu, nesta quarta-feira (4), o lançamento da Coalizão pelos Biocombustíveis, articulação que reúne as frentes do Biodiesel (FPBio), da Agropecuária (FPA), da Economia Verde e do Etanol (FPEtanol). A proposta é organizar uma agenda comum para consolidar os combustíveis renováveis como eixo permanente da política energética brasileira, com foco em previsibilidade regulatória, segurança jurídica e atração de investimentos.
A coordenação do colegiado ficará com o deputado Arnaldo Jardim, e o conselho deliberativo reúne os deputados Alceu Moreira, Pedro Lupion e Zé Vitor. Na prática, a Coalizão pretende atuar em duas frentes: intensificar o diálogo com o Executivo e acompanhar de perto a regulamentação da Lei do Combustível do Futuro, defendendo diretrizes como fortalecimento tecnológico nacional, avaliação ambiental pelo ciclo de vida completo e ampliação de linhas de financiamento.
Segundo Jardim, a prioridade imediata é organizar propostas do setor para contribuir com o “Mapa do Caminho” associado ao debate internacional sobre o afastamento dos combustíveis fósseis. “Nós estamos sistematizando as contribuições de cada setor e vamos apresentar uma proposta de Mapa do Caminho”, disse o parlamentar, ao detalhar que a Coalizão se posiciona como ponte entre as frentes, o governo e os agentes produtivos.
Representantes do setor produtivo acompanharam o lançamento e destacaram a necessidade de transformar avanços já consolidados em compromissos duradouros. Para o diretor-superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski, a mensagem central é estabilidade: “É o reconhecimento de que é necessário transformar as políticas que nós temos em política de Estado, com previsibilidade e segurança jurídica”, afirmou.
A iniciativa também mira a vitrine climática e os compromissos que o Brasil levará às discussões internacionais, reforçando a tese de que biocombustíveis podem combinar descarbonização, industrialização e desenvolvimento regional. No encerramento, o presidente da FPBio, Alceu Moreira, resumiu o recado político do encontro: “A economia circular dos biocombustíveis é de tamanha complexidade, que começa num cantinho longínquo qualquer e termina na mesa de alguém em qualquer lugar do mundo. ”