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O agronegócio brasileiro, neste momento, depende da “absoluta necessidade de diálogo, de saber o que é de curto prazo e o que precisa de planejamento e projetos consistentes”. Para tanto, é necessário que haja um interesse, principalmente, do setor privado, porque “o governo federal não consegue fazer tudo sozinho”. A avaliação é de Odacir Klein, presidente da União Brasileira de Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), feita durante sua participação no terceiro painel – “Infraestrutura, Logística e Tecnologia da Informação – Transporte e Armazenagem” – do 14º Congresso de Agribusiness da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).

Klein criticou a falta de interesse do setor privado de participar das licitações da malha rodoviária brasileira, o que chamou de “licitação de rodovia deserta”, e o leva-e-traz sobre a atuação da Valec na Ferrovia Norte-Sul. Neste caso, ele obteve informações de que a Valec deixaria de ser responsável pelas obras e, além disso, fontes do governo teriam afirmado que, a qualquer momento, pode ser divulgado um decreto com o intuito de reorganizar a empresa. “Sobre a questão dos portos do Brasil, a lei nova foi criada para projetar soluções, mas sem que isto prejudique o que já está implantado e funcionando com sucesso”, ressaltou.

Para o presidente da Ubrabio, o problema do agro brasileiro “não está necessariamente nos portos, porque a armazenagem é a primeira das infraestruturas a ser considerada”. Por fim, apesar do cenário ruim ligado à infraestrutura e logística do país, Klein acredita que o Brasil nunca deixará de ser grande produtor de commodities, “mas isto não invalida a necessidade de aumentar valor agregado aos seus produtos”.