[ARTIGO] Produção de Etanol 2G a partir da biomassa lignocelulósica do dendê

30/03/2017 - 16:22

AUTORES: Leonard Guimarães Carvalho (EQ/UFRJ, leonard@eq.ufrj.br), Nei Pereira Jr. (DEB/EQ/UFRJ, Nei@eq.ufrj.br), Donato Alexandre Gomes Aranda ( DEQ/EQ/UFRJ, Donato@eq.ufrj.br).

RESUMO: O Estado do Pará produziu, em 2005, cerca de 150.000 t de óleo de palma (AGRIANUAL, 2006). Cada tonelada de óleo produzida corresponde a, aproximadamente, uma tonelada de fibras do fruto. Considerando o enorme volume produzido, o manejo desse subproduto implica em custos e cuidados com a poluição. O estreitamento da legislação ambiental e a necessidade das empresas em reduzir a zero o desperdício, têm forçado as indústrias de óleo de palma, em parceria com instituições de pesquisa, a buscarem alternativas viáveis na utilização desses subprodutos (FURLAN JÚNIOR et al. 2003). O resíduo da indústria de dendê, subproduto da extração do óleo de dendê apresenta-se, então, como um dos materiais lignocelulósicos com potencial para produção de etanol e outros produtos de interesse, dentro do conceito denominado de “biomassrefinery”. Portanto, a palma é uma das poucas espécies conhecidas que podem gerar ao mesmo tempo grande quantidade de óleo (conseqüentemente biodiesel) e etanol. Conseqüentemente grande quantidade de biomassa é gerada durante o processo de extração do óleo de dendê, sendo esta usada para queima em fornos de caldeira para geração de energia. A sacarificação (hidrólise enzimática da celulose) e fermentação da fração celulósica ocorrem numa única etapa (SSF), desta forma elimina-se a inibição das enzimas do complexo celulásico pelos produtos de hidrólise, na medida em que a glicose é consumida prontamente pelo agente fermentativo. Os materiais lignocelulósicos são constituídos por duas frações polissacarídicas (celulose e hemicelulose) e lignina. As frações polissacarídicas constituem de 50 a 70% do material, sendo majoritária a celulose (40-60%). Dentro do conceito de biorrefinaria, as frações devem ser separadas seletivamente de acordo com suas características e as do produto desejado, sendo necessário desenvolver processos eficientes para disponibilizar os monômeros (açúcares) e para a transformação destes através de processos de fermentação com altas taxas de produção. No presente estudo pretende-se o aproveitar a celulose,proveniente da hidrólise ácida seguida de deslignificação do bagaço de dendê, para a produção de etanol combustível.

Trabalho Apresentado no 6° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel. Trabalho completo: criar link para o artigo completo (Livro 1, p. 353).

Leia aqui

Por Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel

União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene - Ubrabio - Todos os direitos reservados

SCN Quadra 01 Bloco C - nº 85 - Sala 304, Edifício Brasília Trade Center - Brasília/DF

CEP.70711-902 - Telefone (61) 2104-4411 - E-mail: faleconosco@ubrabio.com.br

  • Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
  • Embrapa
  • Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
  • Ministério de Minas e Energia
  • Casa Civil
Redes sociais
  • Facebook
  • Flickr
  • Linkedin
  • Twitter
  • YouTube
Moringa Digital Clique e conheça